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Parada vai às ruas da capital paraense com orgulho e pede mais paz e respeito

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A Drag Queen Persefone de Milo, 21 anos, foi vítima de preconceito por causa de sua orientação sexual e aos 19 anos foi expulsa de casa pela própria família. Neste domingo (29) vestida como uma deusa grega, ela e mais 350 mil pessoas foram às ruas de Belém levando mensagens de respeito e de tolerância na 16ª Parada do Orgulho LGBTI de Belém, que teve como tema “Juventude e População LGBTI: Consciente e Prevenida no Combate ao HIV”.

O evento é uma organização do Grupo Homossexual do Pará (GHP), em prol da causa LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais), com apoio do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

“Parada LGBTI é símbolo de resistência em uma sociedade que vem demonstrando valores reacionários e fundamentalistas. È uma reafirmação com orgulho dos nossos direitos”, destacou o coordenador da Parada, Leonardo Bittencourt.   

Para o coordenador da Livre Orientação Sexual da Sejudh, Beto Paes, a principal mensagem que se quer passar com a parada é que todos somos iguais, e merecemos respeito e dignidade. “Queremos dizer para a sociedade que o movimento não quer acabar com a família e dominar o pensamento na sociedade, queremos apenas respeito em todos os aspectos, na educação, na saúde, na segurança pública, na cultura, assim como nos espaços religiosos”, comenta.

A presidente da Funtelpa, Adelaide Oliveira, há 16 anos participa como público, realizando campanhas, já foi madrinha, e durante muitos anos vem apresentando o evento. “Há pelo menos 14 anos eu apresento a Parada com muita honra e muito carinho. No domingo da Parada eu esqueço qualquer outro compromisso e venho para cá”. Para ela, o respeito à diversidade e o respeito às diferenças é a mensagem principal do movimento. “ Temos que mostrar e multiplicar essa mensagem”, concluiu.   

Para o titular da Sejudh, Michel Durans, o governo do estado tem atitudes pioneiras no Brasil pelas politicas públicas referentes a população LGBTI. “ A Sejudh é parceira em todos os eventos que têm ocorrido. Essa é uma orientação do governador Simão Jatene para que possamos cumprir esta agenda. É um momento de festa sim, é o momento que o movimento se une para comemorar todos os avanços mas também, acima de tudo, é um momento de reflexão”, destacou.

Paz – a secretária de Estado de Esporte e Lazer, Renilce Nicodemos, foi eleita a madrinha da 16º Parada do Orgulho LGBTI e foi de branco pedir paz e respeito à população LGBT. “ Para mim é uma felicidade. Todos somos dignos de respeito”, destacou.

A cantora Joelma Klaudia cantou o hino nacional na abertura. Ela fala com orgulho que seu maior público é o LGBTI e por isso, todos os anos faz questão de prestigiar o evento. “Eles são minha família, por isso venho através da arte pedir respeito e mais amor no mundo e a este público”, comentou.

A Escola de Samba Rancho Não Posso Me Amofiná fez sua  homenagem levando a bateria e a ala das baianas para saudar a parada.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio das polícias civil e militar, assim como Corpo de Bombeiros, destacou efetivo para garantir a segurança do público participante durante todo o percurso do evento.

A Prefeitura Municipal de Belém (PMB) também disponibilizou um contingente de 100 homens da Guarda Municipal para atender a parada. A Sejudh levou à população ações da campanha “Respeito não tem gênero”, lançada em maio deste ano. O percurso da parada sofreu algumas alterações este ano. A concentração ocorreu na escadinha da Estação das Docas, e encerrou em São Brás depois de percorrer a avenida Nazaré e Magalhães Barata.

Texto: Márcio Flexa / Agência Pará

Foto: Carlos Sodré / Agência Pará

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